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O seminário Territórios da praça: o espaço público e a educação nas periferias em debate foi realizado entre os dias 16 e 19 de outubro de 2024 na Faculdade de Arquitetura e Urbanismo e de Design da Universidade de São Paulo (FAU/USP). O encontro integra o projeto de pesquisa e extensão Praça de Aulas, realizado pelo Grupo de Estudos Mapografias Urbanas – FAU/USP (GeMAP) em parceria com a Associação Imargem, que reúne coletivos autônomos ligados a ações de educação, artes, permacultura e navegação no território do Jardim Gaivotas, às margens da represa Billings, extremo sul da cidade de São Paulo. O projeto Praça de Aulas teve início em 2023 (com previsão de término em julho de 2025), está sediado na Associação Imargem e nas escolas públicas do Jardim Gaivotas, e possui financiamento do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq), por meio do edital CNPq/MCTI/FNDCT no 39/2022 – Divulgação científica e educação museal em espaços científico-culturais, que propõe a capilaridade territorial da difusão cultural e científica. O cotidiano do projeto tem sido caracterizado pelas práticas extensionistas e ativistas da parceria no território; entretanto, a partir dele, se abre um extenso campo de investigação e de trocas culturais e científicas. Neste campo intrinsecamente multidisciplinar, delimitamos três bases para os debates no seminário: 1. As transformações territoriais incrementadas por ações educativas; 2. Métodos e dispositivos de formação de jovens pelo e no território; e 3. Difusão cultural e científica como formação política do sujeito periférico. 9 Essas três bases atravessaram os quatro painéis temáticos (PT) definidos para os debates, a partir da circunstanciação das ações de pesquisa e extensão no território. Painel Temático 1: Agenciamentos do espaço público Mediação: Carolina Clasen (FAU/USP – GeMAP) e Mariana Pardo (FAU/USP – GeMAP). O painel propôs o debate sobre estratégias de ações educativas e culturais processadas nos espaços públicos por meio de parcerias entre organizações internas e externas às comunidades locais. A preposição “do” (espaço público), no título do painel, indica um olhar para agenciamentos conduzidos pelo espaço público, enquanto entidade simbólica e material, como também agenciamentos processados no espaço público, enquanto força transformadora deste último e dos participantes daquelas ações. Painel Temático 2: Territorialização pela escola Mediação: Camila D’Ottaviano (FAU/USP). Neste PT emergiram as questões do território como dispositivo de formação de subjetividades nos territórios das periferias metropolitanas. As escolas possuem papel de grande importância na formação dos jovens periféricos; o painel discutiu esse papel com viés muito específico, entendendo a escola como elemento territorializador de ações de transformação sociocultural. Painel Temático 3: Difusão cultural e científica nas bordas Mediação: Marcos Martins (Universidade Federal do Espírito Santo, UFES). As questões que este PT colocou são a própria justificativa do projeto Praça de Aulas, perante uma chamada para equipamentos culturais em sua ontologia de difusão da cultura e ciência: por que não se propor a uma difusão capilar, que aconteça de forma mais rizomática do que matricial? Ou seja, por que não propor o próprio território como equipamento de difusão cultural e científica? O painel trouxe trocas de experiências relacionas a essas questões em sua capilaridade social e territorial, alcançando as bordas da cidade onde quer que estejam em posicionamento geográfico. Painel Temático 4: Agenciamentos do território Mediação: Letícia Borém (FAU/USP) e Analu Garcia (Faculdade de Arquitetura da Universidade Federal da Bahia, FA/UFBA). De certa forma, o PT 4 foi o lugar para o qual se dirigem todos os debates do seminário, o território. Na raiz de todos os debates propostos, está posta a questão essencial: como se territorializa uma ação? (Seja esta uma ação educativa, cultural ou política, mas que produza sujeitos e transformações.) A chamada para o Painel propunha o debate sobre as estratégias de ações transformadoras do habitat urbano, porém não 10 posicionadas em espaço delimitado e, sim, em seus fluxos, tanto em percursos e movimentos como também nos fluxos imateriais das redes das culturas locais. Por seu caráter de tema agregador dos demais, o PT 4 teve muitas adesões, portanto, ele foi dividido em duas partes. A proposta do seminário Territórios da Praça: o espaço público e a educação nas periferias em debate foi construída integralmente sobre a articulação entre extensão e pesquisa. Nesse sentido, os argumentos que o justificam e qualificam sua contribuição são, possivelmente, os mesmos que amparam a Resolução no 7/2018 do Ministério da Educação, isto é, aqueles relativos ao problema de como a Universidade, especialmente em pesquisa, constrói um diálogo verdadeiro, eficiente e profundo, principalmente em níveis de equivalência, com a sociedade. Diante de um problema tão vasto, o seminário pôs foco nos pontos que são próprios dos estudos territoriais em relação à questão da ciência e pesquisa nas periferias. Sua proposta foi criar um ambiente de discussão entre as diversas abordagens, sejam acadêmicas ou independentes e autônomas, impactadas pela ação extensionista. Os painéis temáticos apresentaram a interdisciplinaridade dos estudos sobre o território e como prática e método de difusão científica, não endêmica a uma área, mas de transbordamento em suas próprias análises, sejam elas do Urbanismo, da Educação, Geografia, História, Antropologia, dos Estudos Culturais ou das Ciências Sociais.

ANAIS SEMINÁRIO

Territórios da Praça:

o espaço público e a educação nas periferias

em debate

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